QUEM SOMOS NÓS?

O “Entendeu ou quer que eu desenhe?” fora idealizado por Eliane Vale, servidora pública e acadêmica de Contábeis e Ana Karla Farias, jornalista por formação e acadêmica de Direito, tendo como intuito transportar a ideia de um sarau, que congrega diversas expressões artísticas, para um blog. Haja vista, que em nossa cidade, Caicó/RN, há uma carência de meios de comunicação atrelados à cultura, e sobretudo, à literatura, esta tão imprescindível para a natureza quixotesca do homem. Amigas desde a infância, colegas de escola, eu (Ana Karla) e Eliane construímos uma amizade alicerçada no mármore, que nem os tempos e distâncias apagam. Nosso apreço pela literatura nasceu em meio às idas assíduas à biblioteca de uma escola pública, da qual éramos alunas. Quanto mais ficávamos rodeadas por aquele acervo, mais intenso era o desejo de ali permanecer. Foi, então, que descobrimos o reino fascinante das palavras. Era preciso conviver com o taciturno e solidão de presença humana para ouvir o convite que as palavras, ali estáticas, impressas nos livros, balbuciavam. Como bem disse o poeta maior, elas provocavam: - “Trouxeste a chave?”. Depois de nos tornarmos leitoras, passamos a nos aventurar na escrita. E novamente as palavras nos instigavam a desafiar o papel em branco: “- Aqui estão os poemas que esperam ser escritos. Trouxeste a chave?”. Sucumbimos à tamanha sedução. Depois dos rumos distintos que nossas vidas tomaram, moramos distantes, perdemos o contato. Mas, a literatura uniu-nos novamente. Desta feita, com o objetivo de alimentarmos de versos, desenhos e sonhos, este blog. Agora, lançamo-lhe o desafio, caro internauta, trouxeste a chave?

domingo, 20 de setembro de 2015

Alunos da UFRN em Caicó desenvolvem projeto que leva arte e cultura à universidade

Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), do Centro Regional de Ensino Superior do Seridó (CERES), juntamente com o Laboratório Internacional de Movimentos Sociais e Educação Popular (Lampear), estão realizando um projeto lúdico-cultural com a finalidade de tornar o espaço universitário, também um local de manifestação das diversas formas de arte. “Atualmente, algumas alunas e alunos do CERES estão organizando saraus de arte e cultura e, dessa maneira, procurando iluminar nossa universidade com o brilho de inspirações de vida. Estas iniciativas não são apenas louváveis sob o prisma de novos olhares sobre o conhecimento, mas imprescindíveis para os que almejam exercitar a própria arte de viver. Acredito que enquanto a maioria da comunidade acadêmica continua adormecida nas pulsões sombrias de morte - dinamizadas pela cultura de massa medíocre - existem grupos despertos para o amor, para a liberdade e para a emancipação social através da auto-organização da cultura popular”, explicou o professor e coordenador do Lampear, Fernando Bomfim.

A iniciativa do Lampear em realizar espaços de cultura e confraternização entre a comunidade acadêmica, foi recepcionada pelos alunos do curso de Direito de Caicó, que fizeram brotar o projeto “Os lírios não nascem da lei”. O intuito do grupo é desconstruir a imagem de que os acadêmicos de Direito só se interessam pela letra fria da lei. “A justiça não pode ser mecanizada, a ponto de um jurista apenas se ater a aplicar a Lei.
O profissional do Direito é aquele que luta para a concretização da justiça, de forma a solucionar os problemas da sociedade, sem olvidar situações únicas do indivíduo.
A poesia, assim como a justiça não generaliza, não discrimina.
Então " Os lírios" buscam na poesia, a sensibilidade necessária para se fazer justiça”, afirmou a estudante de Direito Marcela Cavalcante. Opinião compartilhada também por Kattarine Lucena, aluna de Direito. “O projeto dos lírios é uma alternativa à letra fria da lei e, sobretudo, uma tentativa de incentivar a cultura no nosso espaço acadêmico”, pontuou.

Evento teve participação de trovadora da Academia de Trovas do RN


O sarau do projeto idealizado pelos alunos de Direito, intitulado “Os lírios não nascem da lei”, conjuntamente com o sarau do Lampear ocorrem semanalmente na própria universidade, reunindo música, declamação de versos e exposição de desenhos artísticos e pinturas. Na última sexta-feira (18), às 18h, o evento contou com a participação da trovadora caicoense e membro da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, Mara Meline Garcia. A trovadora foi vencedora de concursos locais, regionais e nacionais de trovas, dentre os quais, o de Nova Friburgo/RJ, capital nacional da trova, de Curitiba e Cantagalo/RJ. 

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