QUEM SOMOS NÓS?

O “Entendeu ou quer que eu desenhe?” fora idealizado por Eliane Vale, servidora pública e acadêmica de Contábeis e Ana Karla Farias, jornalista por formação e acadêmica de Direito, tendo como intuito transportar a ideia de um sarau, que congrega diversas expressões artísticas, para um blog. Haja vista, que em nossa cidade, Caicó/RN, há uma carência de meios de comunicação atrelados à cultura, e sobretudo, à literatura, esta tão imprescindível para a natureza quixotesca do homem. Amigas desde a infância, colegas de escola, eu (Ana Karla) e Eliane construímos uma amizade alicerçada no mármore, que nem os tempos e distâncias apagam. Nosso apreço pela literatura nasceu em meio às idas assíduas à biblioteca de uma escola pública, da qual éramos alunas. Quanto mais ficávamos rodeadas por aquele acervo, mais intenso era o desejo de ali permanecer. Foi, então, que descobrimos o reino fascinante das palavras. Era preciso conviver com o taciturno e solidão de presença humana para ouvir o convite que as palavras, ali estáticas, impressas nos livros, balbuciavam. Como bem disse o poeta maior, elas provocavam: - “Trouxeste a chave?”. Depois de nos tornarmos leitoras, passamos a nos aventurar na escrita. E novamente as palavras nos instigavam a desafiar o papel em branco: “- Aqui estão os poemas que esperam ser escritos. Trouxeste a chave?”. Sucumbimos à tamanha sedução. Depois dos rumos distintos que nossas vidas tomaram, moramos distantes, perdemos o contato. Mas, a literatura uniu-nos novamente. Desta feita, com o objetivo de alimentarmos de versos, desenhos e sonhos, este blog. Agora, lançamo-lhe o desafio, caro internauta, trouxeste a chave?

sábado, 2 de janeiro de 2016

Nessa vida, o que diz seu coração?


Quando criança imaginamos e desejamos inúmeras coisas. É fácil todas elas. Ser astronauta ou bombeiro tem o mesmo grau de dificuldade e, sendo criança, o grau é quase nenhum. O que basta mesmo é o desejo ardente no peito de dizer ´´quando crescer, quero ser ...``

Contudo, ao crescermos, passamos por situações que nos fazem esquecer essa criança dócil que havia em nós. E com isso, tornamo-nos arredios e fiéis, não aos nossos sonhos mais íntimos e genuínos, mas fiéis ao fluxo do mundo, às tendências das correntezas. Por fim, quando nos perdemos por completo, fazemos parte da média, isso mesmo, da média das pessoas que pouco vivem ou pouco sonham; pouco desejam ou pouco se arriscam. Nesse momento, matamos o nosso coração e toda a capacidade de ser quem desejamos ser; toda a capacidade de sermos aquele para o qual realmente viemos para ser.

Muitos de nós não somos o que queremos ser. Pensar que morreremos e perderemos a única oportunidade  de ser tudo o que um dia nosso coração fez bater é algo desastroso.
Mas se você realmente quer imaginar isso, quer imaginar o quanto isso pode ser fatal, pense exatamente agora que você não viverá para sempre, e que irremediavelmente, seu último dia chegará. 



Neste exato momento, o arrependimento e a tristeza por não  ser ou fazer o desejo de seu coração lhe atormentará. Você não tem mais tempo. Todo o tempo que você achou que tivesse era uma armadilha de sua mente: você não tinha todo o tempo do mundo. Então, sob essa perspectiva, aproveite agora o que há de mais verdadeiro no seu coração. O seu mundo é o que há nele.  Esqueça a média das pessoas que fazem o que sempre fazem, que dizem o que sempre dizem. Não! Isso não é caso de rebeldia. Apenas, faça e sinta o que existe no seu coração. Não há como ser verdadeiro com os outros, se passou a vida inteira mentindo para si. Comece do zero. Comece o ano sendo você, porque isso pode lhe provocar desconforto e medos, mas jamais será uma mentira ou covardia.

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